quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Desaparecida...

...iniciando sistemas...
....conferindo dados...
.....normalizando HD
...Inicializado.

Boa Noite!
Puts, faz séculos que não passo por aqui hein?
E Hoje, quando posto, estou ás vesperas do meu primeiro vestibular do ano.
Gripada.
E ansiando fervorosamente por Sábado.
Oras, deixem-me explicar-lhes:
Eu me apaixonei.

Não foi lá um conto de fadas
Mas foi quase como um sonho...
A conquista, faz toda a diferença do mundo.


Eu o conhecia desde o começo do ano, quando entrei no cursinho.
Não era lá uma pessoa que despertasse as atenções.
Nem em um primeiro momento, nem em segundo.
Tímido, falava pouco.
Eu também, não falava muitas coisas, por que havia acabado de entrar, e a gente precisa de um tempo pra se acostumar.
Por sorte, ele e a prima eram amigos de meu irmão, que já estudava ali alguns meses antes.
Comecei á me enturmar com uma menina, que se sentava ao meu lado, conhecida carinhosamente como Mary. Depois, com a prima dele e mais uma menina.

Ufa:
Não precisava mais ficar calada em um canto.
Logo, nós quatro éramos grandes amigos, quando entrou mais uma menina.
Divertida, sempre sorridente e extressada.
Essa era a Bárbara.
E foi por causa dela que tudo mudou.

Havia uma pequena brincadeira, que começou inocentemente.
Eu percebia, que quando brincava com ele (fazendo-lhe cosquinhas e enchendo-lhe a paciência), se tornava mais extrovertido.
Comentei isso com ela, e então começamos uma brincadeira.
Cujo nome era:
Quem vai ficar com Ivo.

A brincadeira foi evoluindo.
E, cada vez mais, ele perdia o ar tímido.
Então, finalmente, meu aniversário chegou.

Éramos agora grandes amigos: eu, ele e a Barbie.
No dia do meu aniversário, eu chamei vários amigos para irem em uma pizzaria.
Ele foi.
Quando voltamos, era tarde. Quase uma da manhã.
Meu pai sugeriu que ele dormisse em casa.
Eu e meu irmão o convecemos.


Ele estava sentado em meu colo, enquanto observava meu irmão nu computador.
Eu estava arranhando suas costas: uma mania adquirida á pouco.
Quando percebi que o havia arranhado com muita força e, sem pensar no que fazia, levantei sua blusa para ver se o machucara; foi então que percebi que estava, pela primeira vez, olhando para as costas nuas de um homem.

Era uma coisa nele que já havia chamado minha atenção.
Uma parte de seu corpo que eu realmente achava bonita, e que eu estava encarando, despida.
Ali, tão perto de meu corpo que podia sentir seu calor sem sequer tocá-la.
Passei a mão, suavemente, fascinada.
Ele não se importou.
Perguntei se podia morder ( adoro morder).
Ele disse que não tinha muita opção.

Então eu mordi.
Passando suavemente os lábios, de forma erótica.
Mordiscando de modo fraco e mais forte.
Depois daquilo, comecei á olhá-lo de forma diferente.

Na pizzaria, eu estivera pedindo um beijo á todos, incluve á ele.
Mas fora sem malícia.
E foi com malícia que continuei o pedido na semana seguinte.
Quarta-feira, fomos ao cinema; eu, Mary, ele e meu irmão.
Eu estava decidida á beijá-lo.

Mas nem tudo sai como o planejado.
Mesmo eu estando á pouco menos de um centímetro de seu rosto, ele não cedeu.
Apenas sorria, como á me provocar.
Quando nos despedimos, roubei-lhe um selinho.

E no dia seguinte, quando em um momento raro aconteceu de ficarmos sozinhos, fui criando modos de ficar cada vez mais perto dele.
Ele não resistia.
Quando eu estava bem perto de seu rosto, vi que toda a face tremia.
Os cantos dos olhos enquanto sorria, os cantos da boca enquanto falava. Até suas bochechas tremiam.
Perguntei-lhe:
- Por que você não me beija? Não tem coragem?
- Tenho.
- Então...? - e ele me beijou. Ali, os corpos afastados e ao mesmo tempo unidos pelos lábios que se tocavam, pelas línguas que exploravam a boca alheia.

Desde então, começamos á namorar.
Ele me despertou sentimentos que á muito eu não sentia, ou sequer conhecia.
O prazer de andar de mãos dadas pelas ruas, de sorrir espontanêamente, de rir simplismente por que aquilo é engraçado e não pra dar às pessoas a impressão de que era divertido. De sentir os braços quentes em torno de minha cintura, a pele macia de suas mãos em meu rosto, em contato com minha pele.
Aquele sentimento abrasador que nos deixa com o olhar cálido, o sorriso bobo e singelo, e aquela vontade de nunca se separar daquela pessoa.

Finalmente, percebi que encontrei alguém que me entende;
que me abraça com força, que me faz feliz.
Estou muito agradecida por tê-lo em minha vida.
Ele me tornou mais calma, menos mimada, e mais tolerante.

No entanto, ainda continuo passando vários minutos, apenas o olhando nas aulas.
Amo-o.
E isto é tudo que vou contar nesse post.
Até a próxima. o/

Um comentário:

Ivo disse...

Ja faz um ano desde que começamos a namorar, muita coisa mudou, mas o amor que temos um pelo o outro so veio aumentando, a saudade é grande agora com a distancia, mas como vc disse: "é por ficar separados que nosso reencontro é bem mais doce".

Te amo
/squish